Pois é, a cada 248 anos eles trocam de lugar e permanecem assim por duas décadas! E também são necessários 248 anos para Plutão fazer a translação ao redor do Sol, por estar tão drasticamente longe; então, uma vez a cada volta olímpica, ele troca de lugar rapidinho com Netuno.

OK! Esse anão leva bastante tempo para fazer tudo. Mas, afinal, por que os dois trocam de lugar?

Acontece que a órbita de um planeta, apesar de bastante constante, não segue um padrão junto à dos outros. Se formos colocar em termos mais comuns ao nosso dia a dia, eles não são como um autorama; não costumam fazer um círculo certinho ao redor do Sol e, às vezes, estreitam mais o caminho de um lado ou abrem mais do outro.

Ainda assim, os membros do Sistema Solar costumam fazer um caminho mais plano; são ligeiramente irregulares, mas estão ali, naquela linha quase reta. Mas Plutão, o renegado, tem uma órbita que é quase uma gangorra!

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A teoria mais aceita é a de que o planeta-anão – ou planeta, para os nostálgicos resistentes – é tão pequeno e tem uma gravidade tão baixa que Netuno, seu vizinho gigante, possui força gravitacional suficiente para puxá-lo para perto e, com isso, ter mudado toda a sua órbita e feito um estilingue que o mandou nesse traçado pouco convencional.

Talvez nesse ponto você possa se questionar: OK, mas eventualmente eles não podem colidir e aí tchau-tchau para ambos, já que agora Plutão justamente cruza por Netuno? A resposta é que suas rotas não se cruzam fisicamente, mas sim passam uma por cima da outra. Então, pelo menos por enquanto, se eles permanecerem em seus cursos, podemos ficar tranquilos em relação à sobrevivência dos dois.

Portanto, a cada 248 anos, quando Plutão chega num determinado ponto, ele fica um pouquinho mais perto do Sol que Netuno, ocupando a oitava posição por um “pequeno” período de 20 anos, antes de retornar ao velho e conhecido nono lugar.

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