Nós estamos tão acostumados com o fato de sermos únicos que o próprio título chega a parecer estranho: “como assim, os únicos humanos?”. Mas assim como é com os outros animais do planeta, nós fazemos parte de uma espécie dentro de um gênero, o gênero Homo. É por causa disso que você provavelmente já ouviu falar na escola de espécies como o Homo erectus ou o Homo neanderthalensis. Eles eram, conosco, parte de um gênero que contém a princípio sete espécies, assim como gatos, leões, e tigres são três espécies diferentes, mas ainda assim são todos felinos.

O que acontece é que nos mais diversos gêneros existem várias espécies semelhantes, como as espécies de felinos citadas acima, caminhando pelo planeta, mas nós somos a exceção à regra. De todo o gênero Homo, apenas nós, os Homo sapiens, sobrevivemos, e o motivo disso sempre foi bastante misterioso, mas agora os cientistas estão um pouco mais perto de entender o que nos trouxe até esse ponto sozinhos.

Muitos cientistas acreditavam que nossa “vantagem” em relação aos outros hominídeos estava na nossa capacidade de comunicação; porém, conforme as pesquisas foram evoluindo, os pesquisadores descobriram que os neandertais não eram exatamente aquela figura de homem das cavernas, que faz pouco mais do que grunhir. Na verdade, eles também se comunicavam muito bem, utilizavam ferramentas, tinham ritos religiosos e viviam em sociedade. Então, o que poderia ter feito com que apenas a nossa espécie sobrevivesse à extinção?

Qual foi o diferencial?

A nova teoria dos pesquisadores aponta para o “sair da área de conforto”. Para eles, nós prosperamos e sobrevivemos porque éramos mais adaptáveis ao ambiente à nossa volta. Conforme nossas colônias iam crescendo, procurávamos novos lugares para nos desenvolver, por mais inóspitos que fossem, assim como aprendíamos a conviver com grupos familiares diferentes dos nossos. Essa capacidade de adaptação em situações de adversidade teria sido o fator determinante para que a espécie se tornasse mais forte e aguentasse passar por situações mais agressivas.

Embora seja uma teoria muito promissora, a paleoantropóloga Shara Bailey pontua que também não existem evidências de que as outras espécies não tenham sido tão adaptáveis quanto os sapiens, o que mostra que ainda há muito caminho a se percorrer e muitos sítios arqueológicos para se investigar.

Essa é só a ponta do iceberg no que se refere às novas teorias a respeito da sobrevivência exclusiva do Homo sapiens, e muitos anos de estudo ainda serão necessários para comprovar ou desmentir a proposta desses cientistas. De qualquer modo, esse novo ângulo de estudo pode ser determinante para que possamos descobrir por que a nossa espécie sobreviveu, bem como o que aconteceu com todas as outras.

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