Há alguns dias, nós do Mega Curioso compartilhamos por aqui a notícia de que robozinhos japoneses haviam pousado com sucesso na superfície de um asteroide, um feito e tanto, considerando que a rocha espacial, batizada de “162173 Ryugu”, se encontra a mais ou menos 280 milhões de quilômetros de distância da Terra (no momento), viajando ao redor do Sol!

Pois, desde que as pequenas naves chegaram ao seu destino, elas começaram a transmitir imagens ao nosso planeta — e foi a partir delas que os astrônomos da JAXA, a agência espacial japonesa, criaram a animação que você pode ver a seguir. Assista:

Feito impressionante

Segundo as informações que acompanham o vídeo, a animação foi “montada” a partir de 15 imagens capturadas da superfície do asteroide ao longo de pouco mais de 1 hora no dia 23 de setembro. Os fotógrafos, como você já sabe, foram o par de robozinhos que foram levados até a rocha espacial pela nave Hayabusa-2 — dois dispositivos movidos a energia solar equipados, entre outros dispositivos, com câmeras (evidentemente), sensores de temperatura e motores internos que permitem que eles desloquem “saltando” pela rocha espacial.

Exploradores espaciaisExploradores espaciais (The Register)

Isso porque, como a gravidade na superfície do asteroide é bastante baixa, os motores dos robozinhos tiveram de ser cuidadosamente calibrados para que eles se elevem apenas um tiquinho sobre o Ryugu e pairem o suficiente para se deslocar pela rocha espacial. Qualquer impulso mais forte poderia lançar os dispositivos para longe de seu alvo, o que representaria o fim da missão.

E qual é a missão da dupla, afinal? Você sabe? De momento, os dois robôs estão coletando informações até a chegada de uma sonda maior, esperada para os próximos dias, e que deverá coletar amostras do asteroide em dois pontos diferentes e analisar o material.

O Ryugu, aliás, foi eleito como “destino” porque possivelmente é composto por gelo e matéria orgânica e por se tratar de uma rocha espacial que os astrônomos acreditam ter mudado muito pouco desde o surgimento do Sistema Solar. Sendo assim, o exame poderá ajudar os cientistas a entenderem melhor como a nossa vizinhança se formou.

A missão também envolverá disparar um projétil contra a superfície do asteroide para a criação de uma pequena cratera a partir da qual mais amostras deverão ser coletadas e enviadas até o nosso planeta para estudos em 2020 — fase que, se for concluída com sucesso, representará um marco tecnológico para os terráqueos.

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