Um projeto de uma aldeia indígena no sul da Índia tem chamado atenção da imprensa internacional pela inovação e sustentabilidade. Os pescadores da região estão trabalhando para dar um descarte correto para as redes de pesca de plástico que são imensamente prejudiciais à vida no oceano, transformando-as em pranchas de surfe.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a DSM, focada em nutrição e vida saudável, e a empresa tailandesa de esportes aquáticos Starboard. O diretor de operações da DSM Uday Shetty explica que eles retiram do oceano as redes de pesca que já estão fora de uso, limpam-as e granulam-as.

'"Esses grânulos chegam aqui em nosso local, onde fazemos todas as verificações rigorosas de qualidade, produzimos um hardware de alta qualidade com parâmetros de processo rigorosos e o transformamos em um produto adequado para aplicação. Como, por exemplo, pranchas de surfe ecologicamente corretas", explica Shetty.

Conhecidas como "redes fantasmas", as redes plásticas de nylon se degradam em microplásticos que são comidos pelos peixes e entram na cadeia alimentar, prejudicando todo o meio ambiente.

"Nós olhamos para além do modelo atual da sociedade de pegar-fazer-descartar e tentamos imitar a natureza e o ciclo da vida", disse Matt Gray, diretor comercial da DSM Engineering Plastics, no comunicado de imprensa. Ao transformar as redes em nadadeiras, caixas de nadadeiras, bombas SUP e outras partes de pranchas de surfe, as redes podem retornar ao oceano de uma maneira muito mais consciente do ponto de vista ambiental.

Os benefícios da iniciativa não ficam restritos ao oceano, já que os habitantes dos vilarejos da região agora tem mais oportunidades de emprego.