Desde que o surto do novo coronavírus começou em janeiro, o número de casos tem crescido em um ritmo impressionante: até a última terça-feira, dia 25 de fevereiro, já eram contabilizados mais de 80 mil casos e cerca de 2,7 mil mortos. Embora 99% dos casos ainda estejam concentrados na China, a expansão mundial do vírus está cada vez maior: 37 países e territórios registraram casos da doença.

Em vista disso, um dos principais focos de trabalho dos cientistas e autoridades de saúde têm sido descobrir como a doença é transmitida – e evitar que ela se espalhe ainda mais. Até então, a recomendação era que as pessoas evitassem o contato com as pessoas infectadas – por isso, cidades inteira na China foram isoladas e pessoas com suspeita da doença ficavam em quarentena –, além de reforçar a higiene.

Isso porque a maior forma de contágio do novo coronavírus são gotículas que se espalham quando as pessoas infectadas espirram ou tossem. Essas gotículas vão parar em superfícies e objetos, passam para as mãos e, depois, podem entrar no corpo, caso a pessoa toque no nariz ou olhos sem lavá-las.

Coronavírus se espalha de várias formas

Contudo, a rapidez com que o coronavírus está se espalhando pelo mundo fez com que os especialistas suspeitassem que existem mais rotas de contágio. Recentemente, descobriu-se que as fezes podem ser mais uma delas.

Anteriormente, cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China já haviam analisados amostras de fezes e encontrado o coronavírus nelas. Mas ainda não se sabia se elas estavam presentes em quantidade suficiente para que o vírus fosse transmitidos para outra pessoa. Então, os pesquisadores fizeram mais uma bateria testes, com pessoas afetadas pelo COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A pesquisa não é totalmente conclusiva, mas demonstra que as fezes podem sim ser mais uma rota de transmissão da doença. Além disso, a existência de várias formas de contágio explica como a COVID-19 está se espalhando tão rápido, por tantos lugares.

Dessa maneira, as autoridades reforçaram a higiene como a principal forma de prevenir a infecção pelo novo coronavírus: lavar as mãos com frequência, evitar comida crua, consumir água fervida, bem como desinfetar superfícies e objetos antes de utilizá-los.