A musa fitness Andressa Ribeiro sabe o que é trabalhar pesado: ela é fisiculturista e está acostumada a “puxa ferro” para ter o corpo perfeito para as competições. Recentemente, ficou em segundo lugar em um torneio realizado no Texas (EUA).

Em casa, porém, ela luta uma batalha ainda mais difícil: ajudar sua mãe a cuidar da avó Hespéria, de 90 anos, que está com Alzheimer. A senhorinha foi diagnostica com a doença em 2006 e segundo Andressa há dois anos já não reconhece mais ninguém.

Isso não a impede de dar todo o carinho que a avó precisa e merece. Ela compartilha diversos vídeos de dona Hespéria com seus seguidores no Facebook. Um deles, em particular, já ultrapassa a marca de 4 milhões de vizualizações, 145 mil curtidas e 114 mil compartilhamentos. Confira a saga de dona Hespéria fazendo um lanchinho na madrugada:


“Me pergunto porque o amor de uma neta ou filha toca tanto as pessoas? Não poderia ser diferente, poderia?”, escreveu Andressa em outra publicação agradecendo às milhares de mensagens de apoio que recebeu desde que começou a publicar os vídeos com sua avó. “Eu, que faço um trabalho promovendo saúde e bem-estar, percebi que a principal carência da humanidade é de amor”, sentenciou.

A história de Andressa e Hespéria lembra uma outra, que fez sucesso no ano passado. Fernando Aguzzoli, de 22 anos, largou tudo para poder cuidar da vovó Nilva, que também foi acometida pelo Mal de Alzheimer. A dedicação do neto rendeu um livro, intitulado “Quem, Eu?” e lançado pela editora Belas Artes em julho do ano passado.

Cura para o Alzheimer

A doença de Alzheimer afeta principalmente a população acima dos 65 anos. Ela ainda não tem cura, mas diferentes tipos de pesquisas estão sendo feitos na esperança de trazer um alívio para os portadores da doença e das famílias que possuem entes que sofrem com esse mal.

Estima-se que quase 30 milhões de pessoas tenham o Alzheimer em todo o mundo. Pesquisas com transplante de células-tronco foram bem-sucedidas em 2013. Espera-se que no futuro essa possa ser uma alternativa para o tratamento e quem sabe a cura para diversas doenças neurológicas.

O laser também pode ser uma futura “arma” no combate à degeneração cerebral que causa o Alzheimer e o Parkinson. Quem não pode esperar o futuro chegar, pode torcer para que o medicamento solanezumab chegue logos às farmácias: ele promete reduzir a progressão da doença em até um terço.

Outros cientistas tentam estudar as causas do Alzheimer e, a partir disso, poder estudar em métodos de cura. Um estudo indica que uma anomalia no sistema imunológico, responsável por defender nosso corpo, retira uma proteína de nosso cérebro e por isso o Alzheimer se desenvolve. Além disso, uma recente pesquisa indicou a presença de um tecido imunológico no cérebro que pode ajudar no tratamento de doença neurodegenerativas.

Enquanto isso tudo não chega, podemos nos “prevenir” com uma dieta mais saudável. Uma pesquisa norte-americana indicou alimentos que diminuem em até 50% os riscos de desenvolvimento do Alzheimer. Já é um começo, não acham?