Encontrar alguém com quem manter um relacionamento sério não é exatamente a tarefa mais fácil do mundo, e a prova disso é o crescimento do número de sites e aplicativos de encontros, que sempre buscam criar algoritmos capazes de, através de uma série de perguntas, determinar se uma pessoa é ou não o match perfeito.

Pessoalmente, é natural que cada indivíduo tenha sua listinha de requisitos: morar perto, ter diploma universitário, gostar de determinadas atividades culturais, beber (ou não), pensar (ou não) em ter filhos, curtir certos tipos de músicas e por aí vai. Será que esses critérios são realmente tão importantes quanto imaginamos?

De acordo com o psicólogo Peter Pearson, que falou ao Business Insider, o fator mais importante dessa lista é encontrar alguém que divida os mesmos valores de vida que você.

Para Pearson, pensar socialmente de maneira semelhante é mais importante do que a química que rola entre os lençóis. A explicação para isso? Bem... A verdade é que a empolgação do início, que faz com que o casal não se desgrude, tende a ir embora com o passar do tempo; convicções éticas e morais, não.

Amor ideal

Ele explica que as pessoas raramente negociam os próprios princípios morais e éticos, até mesmo porque, de acordo com ele, precisamos negociar interesses e não valores. Se em um final de semana uma pessoa quer acampar e a outra quer ficar em casa e chamar os amigos para um jantar, essa situação é algo que pode ser negociável.

Agora os valores que se tem a respeito do mundo, de justiça, de política, de posicionamento social tendem a ser imutáveis. Nesse sentido, se uma das pessoas dá importância demais às questões que envolvem status social, por exemplo, ela dificilmente ficaria muito tempo ao lado de alguém que não se importa com a opinião alheia e que vive de modo mais simples.

O especialista é enfático em relação à diferença de valores entre casais: “Não vai funcionar. Tudo o que for pequeno vai crescer e tomar grandes proporções”, sentencia. O que você pensa sobre esse assunto?