Análises forenses — aquilo que você vê em séries como CSI, NCIS ou Bones — já são feitas em cabelos há algum tempo. Porém, agora elas podem fornecer uma nova perspectiva aos cientistas. Antigamente a cor, a textura e o formato dos cabelos encontrados eram usados apenas para ligar um suspeito ao crime. Só que uma revisão de casos feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que um grande número de pessoas condenadas pelos cientistas, na verdade, eram inocentes.

Mas não vá pensar que achar cabelos em uma cena de crime seja irrelevante. Com técnicas mais atuais, é possível usá-los com outros objetivos. Eles podem dar, por exemplo, pistas sobre características físicas e indicar por onde a vítima ou assassino estiveram andando!

Cabelo, cabeleira

O principal componente dos cabelos humanos é uma proteína chamada queratina. Todas as proteínas são formadas por unidades menores, os aminoácidos. Dependendo da proporção entre os aminoácidos da queratina nos cabelos — algo que varia de indivíduo para indivíduo —, dá para se deduzir o sexo, a idade, os hábitos alimentares, o histórico de uso de drogas, IMC e o lugar de origem da pessoa.

Eles podem ser muito reveladores

A quantidade e proporção de isótopos encontrados nos cabelos também são pistas. As moléculas de água apresentam algumas diferenças regionais — e tudo isso vai parar nos fios. Assim, dá para saber onde a pessoa esteve nos últimos meses ou até nos últimos anos se as madeixas forem longas o suficiente.

O estudo forense em cabelos promete! E não só para apanhar criminosos ou ajudar a encontrar a identidade da vítima, mas também se pensa em usar essas técnicas em estudos históricos, utilizando amostras de múmias ou de personalidades do passado.

*Este texto é de autoria de Marcus Cattem, professor de Ciências e Biologia.

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