(Relaxnews) - Os pesquisadores Mohsen Joshanloo e Dan Weijers, da Universidade de Victoria, em Wellington, Nova Zelândia, descobriram que, apesar de a felicidade ser a meta de vida em algumas culturas, em outras se acredita que ela pode atrair consequências negativas. O estudo é considerado como o primeiro do tipo a se voltar para o conceito de “aversão” em relação à felicidade e para o motivo pela qual algumas culturas respondem de forma diferente ao sentimento de satisfação e bem-estar. As descobertas foram publicadas no Sringer’s Journal of Happiness Studies.

“Um desses fenômenos culturais é que, para algumas pessoas, a felicidade não é um valor supremo”, explicaram Joshanloo e Weijers na análise. Eles notaram que, embora a felicidade seja muito valorizada nas culturas ocidentais, essa aversão existe no mundo ocidental, assim como nas culturas não ocidentais. Crescer em meio a uma cultura que não preza a felicidade como sendo algo importante pode encorajar as pessoas a evitá-la.

Nas culturas ocidentais, a felicidade é uma meta essencial na vida das pessoas, e parecer infeliz muitas vezes é motivo de preocupação. Mesmo assim, em algumas culturas não ocidentais, a felicidade não é considerada uma emoção importante. A ideia de harmonia e conformismo muitas vezes entra em conflito com a “busca” da felicidade e as metas pessoais. Estudos revelaram que os habitantes do leste asiático são mais propensos que os ocidentais a enxergar as demonstrações públicas de felicidade como sendo “inapropriadas”. Os japoneses, por exemplo, são menos propensos a “saborear” o gostinho da felicidade do que os americanos.

Trancando a porta quando a felicidade bater

Essa pesquisa apontou que muitas culturas evitam a felicidade, pois acreditam que pode resultar em muita infelicidade e em outras consequências negativas. Tanto na cultura ocidental como em outras, há os que acreditam que a felicidade torna a pessoa entediante, egoísta e fútil. Os habitantes do Irã e dos países vizinhos ficam muitas vezes preocupados com o “olho gordo” do próximo, ou com a possibilidade de que outra entidade sobrenatural possa ficar com inveja da felicidade e ter “consequências graves”.

“Muitos indivíduos e culturas tendem a rejeitar algumas formas de felicidade, principalmente quando são levadas ao extremo, por vários motivos”, concluíram os pesquisadores. “Algumas das crenças sobre as consequências negativas da felicidade parecem ser exageradas, muitas vezes baseadas em superstições ou em conselhos antigos sobre como levar uma vida agradável e próspera. No entanto, considerando as diferenças individuais em relação às tendências culturais até mais dominantes, nenhuma cultura acredita de forma unânime nessas crenças.”

Porém, as definições de felicidade podem mudar com a idade. Um estudo de fevereiro de 2014 revelou que o que nos faz felizes muda com o tempo, com pessoas mais velhas encontrando felicidade até nas experiências mais comuns. As pessoas mais jovens, em compensação, tendem a basear a felicidade nas experiências extraordinárias, como viagens e casamento.

Via EmResumo