Como você deve se recordar, no filme “Parque Jurássico”, de 1993, John Hammond, o senhorzinho simpático e dono da ilha paradisíaca no litoral da Costa Rica que se converte em um parque repleto de dinossauros, clona esses animais a partir do DNA coletado de insetos preservados em âmbar durante milhões de anos.

Bem, essa coisa de clonar animais pré-históricos a partir de bichinhos que sugaram seu sangue e acabaram sendo congelados no tempo, de momento, só é possível na ficção mesmo. Contudo, que existem exemplares de insetos e outros animais preservados em âmbar aos montes, isso existem — e logo mais você poderá conferir cinco deles.

Calma, calma!

Mas... antes de mostrarmos as criaturinhas para você, deixe a gente explicar o que exatamente é o tal do âmbar e como ele funciona como “conservante” jurássico. Caso você não saiba, o âmbar nada mais é do que aquela resina superpegajosa das árvores, só que fossilizada. Pois, em alguns casos, gotas dessa substância acabaram capturando criaturas desavisadas e as mantiveram intactas durante milhões e milhões de anos.

Pangeia

Segundo Catie Leary, do portal Mother Nature Network, o fragmento de âmbar mais antigo de que se tem notícia conta com extraordinários 320 milhões de anos e data de uma era geológica chamada Carbonífero. Durante esse período, as criaturas mais evolutivamente avançadas da Terra eram os anfíbios — e o supercontinente Pangeia ainda não havia se formado. E agora, vamos aos animais preservados?

1 – Aranhas

Apesar de a aranha abaixo parecer completamente comum, ela foi capturada em âmbar há 99 milhões de anos, ou seja, em pleno Cretáceo. O fragmento da imagem foi encontrado em uma mina na Birmânia e pertence a uma família conhecida como Tetrablemmidae, que até hoje perambula aqui pelo planeta.

Electroblemma bifida

A diferença para os espécimes atuais é que, no caso da aranha pré-histórica, as presas eram mais exageradas. Segundo os cientistas, o exemplar é um macho, e a espécie foi batizada como Electroblemma bifida. A seguir você pode ver outra aranha pré-histórica que também foi preservada em âmbar:

Os aracnofóbicos certamente preferem as aranhas desse jeito, congeladas em resina!

2 – Formigas

A formiguinha que você pode ver a seguir, embora seja muito semelhante às bichinhas que vemos nos jardins de hoje em dia, foi capturada em âmbar entre 40 e 50 milhões de anos atrás!

Incrivelmente semelhante às formigas que tocam o terror nos jardins atuais

Abaixo, mais algumas formiguinhas (tadinhas) preservadas eternamente em âmbar:

Uma porção de formiguinhas

3 – Inseto

Pois é, caro leitor, os mosquitos estão zunzunando aqui na Terra há muito tempo — e o exemplar que você pode ver abaixo data do início do Mioceno, um período geológico compreendido entre 24 e 5 milhões de anos atrás, aproximadamente.

Mosquito marcou bobeira

4 – Besouro

O monstrinho a seguir, capturado em âmbar há — nada menos que — 50 milhões de anos, é um besourinho.

Ele é bem parecido com alguns besouros que ainda existem, você não acha?

5 – Lagartixa

Não pense que eram apenas as aranhas e insetos pré-históricos que eram surpreendidos por gotas pegajosas de seiva. A pobre lagartixa que você pode conferir abaixo, coitada, foi capturada em âmbar durante o Oligoceno — era geológica compreendida entre 36 e 23 milhões de anos atrás.

Até uma lagartixa!

Bônus

Um momento dramático

Na verdade, o fragmento de âmbar que você verá a seguir não só serviu para preservar dois animais diferentes, como ainda congelou uma cena dramática durante 100 milhões de anos: uma vespa parasitoide que ficou presa em uma teia de aranha — e o aracnídeo prestes a atacar sua presa. Veja:

Imagine o pavor que a vespa não estava sentindo!