Você já ouviu falar no Creation Museum? Trata-se de um museu criacionista, ligado à teoria homônima — que afirma que Deus criou o universo de uma maneira completa, sem que existisse qualquer intervenção da evolução para isso. E é lá que está sendo exibido o esqueleto de um dinossauro que, segundo os organizadores do local, viveu na Terra há 4.500 anos — uma data extremamente recente para um dinossauro, diga-se de passagem.

Segundo o museu, o Allosaurus viveu no período já mencionado e foi dizimado por conta de uma grande inundação — sendo que isso pode ser referente ao dilúvio mencionado na Bíblia cristã. Sendo assim, ele teria convivido com seres humanos, contrariando todas as teorias paleontológicas atuais. Ken Ham, o fundador do Creation Museum, diz que a exibição pretende defender as escrituras do Gênesis e denunciar “problemas científicos ligados à evolução”.

Para o site RT, Ham falou: “Os evolucionistas usam os dinossauros para promover às crianças a visão de mundo que eles possuem. Nosso museu usa os dinossauros para contar a história real segundo a Bíblia!”. A Sociedade Paleontológica do Kentucky (estados dos EUA em que fica o Museu) afirma que as conclusões de Ham foram feitas sem qualquer estudo e que não há nenhuma evidência de que o esqueleto date de apenas 4.500 anos atrás e nem da causa da morte do dinossauro.