Se você pensava que Mercúrio — o planeta que, além der ser o menor do Sistema Solar, é o que fica mais próximo ao Sol — não passava de um corpo celeste cinza e sem graça, dê uma espiada na imagem acima, divulgada pela NASA. De acordo com a BBC, trata-se de um mapa colorido do planeta, criado a partir de milhares de imagens capturadas pela sonda espacial Messenger durante o seu primeiro ano em órbita ao redor de Mercúrio.

Segundo a publicação, a câmera da sonda conta com filtros especiais que vão do azul até quase o infravermelho e, através do processamento dessas imagens por computador, os cientistas são capazes de acentuar as diferenças de cor — muito sutis mas reais — presentes na superfície de Mercúrio. Assim, o mapa traz uma representação exagerada do planeta, com o objetivo de destacar as variações existentes na composição de suas rochas.

Superfície colorida

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Conforme explicaram os cientistas da NASA, as áreas com tons alaranjados representam planícies vulcânicas, e os tons de azul mais profundo são áreas ricas em um mineral opaco de composição ainda desconhecida. Já os tons de azul mais claro e branco mostram crateras formadas mais recentemente, e a grande área circular que aparece na região superior central é uma bacia conhecida como Caloris que, na verdade, é uma enorme cratera de impacto.

Até o momento, a missão da Messenger foi um verdadeiro sucesso, relevando inúmeras surpresas sobre Mercúrio. Entre elas, estão a rica história vulcânica do planeta, assim como uma abundante presença de potássio e enxofre na superfície, dois elementos voláteis que não deveriam existir em grande quantidade devido à proximidade de Mercúrio com o Sol. Aliás, essa presença poderia explicar a existência das planícies repletas de minerais opacos.

Além disso, os pesquisadores também descobriram que o planeta apresenta gelo no interior de algumas crateras, e que Mercúrio possui calotas polares, algo que ninguém jamais pensou ser possível.