Anna Ogier-Bloomer é uma jovem fotógrafa que sempre gostou de tirar fotos da própria família, especialmente de sua mãe, que está em muitos de seus registros feitos nos últimos 15 anos.

A fotógrafa teve uma filha em 2013 e decidiu retratar, de maneira absolutamente honesta, todos os momentos da maternidade: das dores que sentia às noites sem poder dormir direito. Claro, as imagens também mostram as alegrias de ser mãe, mas definitivamente não se resumem a isso.

Em entrevista ao Huffington Post, Ogier-Bloomer disse que os dois primeiros anos de maternidade foram um grande choque, afinal ela passou a amar incondicionalmente outra pessoa e viveu mudanças que não imaginava que viveria.

“Uma sábia amiga, e consultora de lactação, me disse que quando se trata de bebês, a única constância é a mudança. Ela estava absolutamente certa”, disse a fotógrafa, que completou contando que a filha muda constantemente e se transforma em outra pessoa do dia para a noite, com novas necessidades, novos interesses e novas tendências.

1 – Primeira semana de maternidade

2 – Primeira noite em casa

3 – Arranhões feitos pela filha durante a hora de mamar

4 – Fazer xixi e amamentar ao mesmo tempo é algo que acontece

Violet, a filha de Ogier-Bloomer, dormia pouco durante os primeiros dois anos e precisava ficar no colo por bastante tempo. Esse período, de acordo com a fotógrafa, deixou ela e o marido em um “modo de sobrevivência”, e ela não conseguia se focar em seu trabalho como fotógrafa – Ogier-Bloomer voltou a trabalhar como professora de Artes quando Violet tinha três meses e meio de vida.

“Ser mãe é absolutamente a coisa mais difícil que eu já fiz”, contou ela, que não esperava tantas mudanças físicas nos primeiros dois anos. Foi com essa dificuldade em mente que nasceu o projeto “Letdown”, com a intenção de registrar as mudanças que seu corpo sofreu com a amamentação e a maternidade de um modo geral.

Ela conta que amamentar foi uma das grandes alegrias de sua vida, mas que foi muito difícil também: “Eu queria investigar a complexidade de fazer o mais difícil, mas ainda assim o mais significativo trabalho que eu jamais fiz. O ato físico da maternidade começa na concepção e continua a evoluir durante a vida da criança”.

5 – Papai alimentando a bebê

6 – Muito leite foi doado

7 – E quando a mãe fica doente?

8 – Puxão

As fotos foram feitas com a ajuda do marido, da irmã e do timer automático da câmera. A ideia era focar na questão da amamentação, nas dores que sentia e nas marcas que ganhou, ocasionadas pelos arranhões da filha.

Com essas imagens, ela espera que mulheres que enfrentam as dificuldades da maternidade se sintam menos sozinhas. Da mesma maneira, a fotógrafa quer falar sobre amamentação sem tabus e mostrar que crianças às vezes querem mamar mesmo quando suas mães estão usando o banheiro, por exemplo, e que não há como evitar que isso ocorra.

Ogier-Bloomer conta que agora entende a própria mãe e que sabe a dor pela qual ela passou ao ter seus filhos. A fotógrafa diz finalmente compreender o desejo que sua mãe sempre teve de fazer o melhor para os filhos, de tentar protegê-los de todo tipo de sofrimento. “Minha filha é parte de mim. E eu espero que as pessoas vejam suas próprias mães, ou todas as mães, de um jeito novo”, concluiu. E aí, o que você achou dessas fotos?

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