A imagem acima — pra lá de sinistra, diga-se de passagem — mostra um prisioneiro prestes a ser executado diante de uma multidão. A foto foi registrada em Shiraz, no Irã, em meados dos anos 1890, e mostra um (pobre) condenado amarrado com as costas coladas à boca de um canhão esperando para morrer.

O mais curioso é que, apesar de esse método de execução não ser muito comentado na atualidade, como é o caso da guilhotina, do pelotão de fuzilamento, da forca e por aí vai, de acordo com o pessoal do site Rare Historical Photos, ele foi largamente utilizado pelo mundo do início do século 16 até o 20. Aliás, este era um dos meios prediletos dos colonialistas portugueses entre os séculos 16 e 17.

Espetáculo sangrento

Segundo alguns relatos (mórbidos) que existem sobre a execução por tiro de canhão, tipicamente, quando a “boca de fogo” — termo genérico para esse tipo de arma — disparava, a cabeça do condenado era jogada para o alto, algumas vezes a mais de 10 metros de altura. Ademais, os braços eram arrancados e lançados para as laterais, também para o alto, e era comum encontrá-los a mais de 90 metros de distância do canhão!

Esse pobre coitado prestes a explodir foi acusado de roubo

Já as pernas do condenado caíam inertes no chão, sob o canhão, e o tronco, basicamente, explodia em mil pedacinhos. Contudo, segundo o Rare Historical Photos, nem sempre as coisas saíam como esperado. Em 1857, houve uma execução em massa em Firozpur, na Índia, na qual alguns canhões foram carregados com metralha — um tipo de munição que consiste em inúmeras balas de ferro que são disparadas juntas.

Pois várias das pessoas que se encontravam no local assistindo às execuções acabaram sendo atingidas pelas balas — e diversas chegaram a ter membros amputados. Além disso, alguns soldados não se afastaram o suficiente dos canhões quando eles foram disparados acabaram se ferindo com fragmentos de carne e ossos que saíram voando dos corpos dos executados!

Uma das execuções em massa conduzidas pelo Império Britânico

Algumas das pessoas presentes nessa abominável execução contaram ainda que incontáveis aves de rapina começaram a sobrevoar o espetáculo dantesco e a levar embora pedaços de corpos humanos. Como se fosse pouco, não demorou até que um grupo de cães de rua aparecesse para se juntar ao banquete.

De acordo com o Rare Historical Photos, apesar de esse tipo de execução ser usado por muita gente ao redor do mundo — incluindo os portugueses, como mencionamos anteriormente —, quem mais empregou esse método foi o Império Britânico. Os britânicos se apoiaram (em parte) na força de seus canhões para manter seu poder na Índia e para punir os nativos que criavam motins ou eram acusados de deserção.