As coisas podem estar longe do ideal, e de fato estão, mas é importante reconhecer movimentos e campanhas atuais que buscam quebrar velhos paradigmas e incentivar uma sociedade mais justa em termos de equidade de gênero, autoimagem e padrões de beleza.

Uma campanha nova vem reunindo imagens de mulheres mostrando o tamanho das roupas que vestem. O motivo? Deixar claro que não há padrão nesse sentido, e que existem muitas e muitas mulheres que usam tamanhos pequenos, assim como muitas vestem tamanhos maiores – e não há nada de errado com isso.

Recadinho

A ideia é fazer com que as fabricantes de roupas vejam isso também, afinal é bastante comum que mulheres que usam roupas maiores simplesmente não encontrem peças ideais para seu tipo físico com facilidade – no Brasil, muitas lojas têm modelos que vão apenas até a numeração 46 ou o tamanho G.

Isso sem falar no fato de que nem sempre o G corresponde a uma peça grande – observação pessoal: em um dia desses, olhando o tamanho de uma blusa de inverno, dessas que ficam justinhas ao corpo, percebi que era GG (detalhe: tenho 1,70 m e peso 65 kg).

A impressão que temos é de que o padrão de medidas de roupas está sendo reformado de uma maneira sutil, mas que parece diminuir ainda mais os tamanhos das etiquetas – se uma blusa GG fica justinha em mim, que uso calça tamanho 36, esse mesmo GG serviria em uma mulher que usasse calça tamanho 46? Qual tamanho de uma blusa do modelo igual ao que comprei essa mulher precisaria encontrar? A marca em questão possivelmente nem produz peças maiores.

Diversidade

A iniciativa teve início durante a London Fashion Week, quando o Partido da Igualdade das Mulheres (WEP, na sigla em inglês) lançou a hashtag #NoSizeFitsAll, convidando mulheres a mostrar que não há um padrão fixo de tamanhos de roupas – de acordo com a instituição, 10% das mulheres do Reino Unido têm o costume de retirar as etiquetas de suas roupas, por vergonha do tamanho das peças.

A mensagem divulgada pela WEP dizia exatamente isso: está na hora de mostrar à indústria da moda que os corpos das mulheres não seguem um tamanho uniforme e que elas não precisam sentir vergonha disso. A partir daí, o público feminino passou a compartilhar os tamanhos de suas roupas no Instagram, e o que se viu nas fotos foi exatamente o que se vê na prática: diversidade.

é comprovado que existe uma relação entre os padrões de corpos femininos, apresentados no mundo da moda, e o desenvolvimento de distúrbios alimentares, afinal muitas mulheres se submetem a sacrifícios absurdos em nome de uma aparência considerada socialmente aceitável, comprometendo a saúde por isso também.

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O que você pensa sobre esse assunto? Acha que está na hora de as fabricantes produzirem modelos maiores de suas roupas? Conte para a gente nos comentários!