A relação dos humanos com sua comida pode ser digna de uma complexidade inexplicável. Hábitos, costumes, restrições, pratos específicos, rituais… Seja por cultura, religião ou mania, são diversas as situações inusitadas que podem ser encontradas ao redor do mundo.

Quando o assunto envolve pessoas famosas, então, as excentricidades podem se tornar ainda mais notáveis. Veja uma seleção de personalidades do mundo, históricas ou contemporâneas, cujos hábitos alimentares incomuns nós apresentamos a seguir. A lista é baseada em uma publicação do site Listverse.

09. Marc Zuckerberg: só come o que ele mesmo mata

O famoso criador do Facebook, em 2011, anunciou em sua página particular que a partir daquele momento só comeria carnes de animais que ele mesmo mataria. A decisão, segundo contou em um email à revista Fortune, foi originada de um jantar com leitão assado no ano anterior. De acordo com o relato, ele ficou contrariado com o que algumas pessoas afirmaram durante o encontro, dizendo que adoravam carne de porco, mas que preferiam não pensar que o animal era vivo antes de chegar aos seus pratos na forma de uma carne suculenta.

“Isso me pareceu muito irresponsável. Eu não tenho nada a ver com o que eles comem, mas eles deveriam assumir a responsabilidade e agradecer por estar comendo algo, em vez de tentarem ignorar a origem do animal que estão comendo”, declarou na mensagem. Depois de adotar a medida, Zuckerberg anunciou também que já havia matado uma cabra e um porco, abatidos com a ajuda de fazendeiros locais da região do Vale do Silício.

08.  A Sopa de Beethoven

Todas as quintas-feiras, o músico Ludwig van Beethoven consumia a sua sopa favorita de pão mole, mas com 10 ovos grandes misturados no prato. O ritual era sempre observar os ovos contra a luz antes de quebrá-los e despejá-los na sopa. E o compositor levava essa alimentação bem a sério: se os ovos não estivessem completamente frescos, a sua governanta era quem sofria as consequências. Ele a chamava para repreendê-la e arremessava os ovos na mulher. A situação se tornou um costume, e a empregada já ficava meio preparada para fugir quando o “fuzilamento” de ovos começasse.

07. O estranho prato de Gerald Ford

Gerald Ford foi presidente dos Estados Unidos que sucedeu Richard Nixon após o então governante renunciar ao cargo. Além da Casa Branca, Ford manteve outra coisa de Nixon: o hábito de comer queijo tipo cottage com ketchup.

Nixon adotou essa combinação em vez dos luxuosos jantares oferecidos pela residência oficial do governo americano. Já Ford consumia todos os dias no almoço, enquanto lia, ou durante as suas tarefas diárias de trabalho. O hábito foi confirmado por um funcionário da “Força Aérea Um” no livro “Por dentro da Casa Branca”. O funcionário contou que, muitas vezes, durante os voos, a combinação inusitada recebia uma adição de tempero com cebola, alho e rabanete. Assim, antes de pousar, todos precisavam fazer uso de enxaguante bucal para evitar o mau hálito.

06. Apenas animais dignos para Nicolas Cage

Conhecido por trabalhos razoáveis e atuações formidáveis, o ator Nicolas Cage possui um hábito alimentar extremamente curioso. Ele consome apenas animais que acasalam de uma “maneira digna”.

O que Cage considera uma maneira animal digna de fazer sexo não ficou bem claro, mas, em entrevista ao jornal The Sun, ele explicou que admira peixes, pássaros, baleias, insetos e répteis. “Eu acho que peixes são muito dignos com o sexo e os pássaros também. Já os porcos não são a mesma coisa, então eu não como carne suína. Prefiro peixe ou galinha”, declarou.

05. Henry Ford e suas ervas selvagens.

Henry Ford era exigente para comer e acabava sempre beliscando uvas passas ou nozes que carregava. Quando mais jovem, chegava a espalhar a comida pelo prato para disfarçar o que não havia ingerido. Seu desinteresse por comida era grande, mas acabou mudando quando um belo dia percebeu que precisava se alimentar para se manter com energia.

Com os novos hábitos, Ford encontrou nas ervas daninhas selvagens uma alternativa para a própria nutrição. Mesmo com um salário anual de quase US$ 1 milhão, sua preferência continuou sendo por plantas incomuns, ervas comestíveis que ele coletava do seu jardim ou de outros lugares fora de casa.

De qualquer forma, as plantas consumidas por ele eram ensopadas ou levemente cozidas e usadas como ingredientes em sanduíches. Com uma saúde exemplar até o final de sua vida aos 83 anos, pois raramente ficava doente, Henry Ford mostrou que a dieta parecia valer a pena. 

04. A neura de Howard Hughes

O magnata e empresário Howard Hughes sofria de transtorno obsessivo compulsivo que se manifestava em seus hábitos alimentares. Mais precisamente, sua mania de limpeza e cuidado excessivo no preparo dos alimentos gerou uma lista extensa de exigências para seus funcionários na maneira de servir as refeições.

Uma de suas normas mais bizarras era com relação os cabos das colheres de serviço. Depois de higienizadas, elas deveriam ser envolvidas em um tecido, cobertas por papel celofane, e novamente envolvidas em outra camada de tecido. Tudo isso para que ele pudesse tocar apenas as partes cobertas e evitar qualquer contato com o seus “super temidos” germes.

Os cuidados com a higienização de latas de comida antes de serem abertas incluíam lavar os lados superior e inferior das embalagens, mas não antes de passá-las na água morna para retirar uma faixa de 5 cm do rótulo na parte de cima. Além disso, Hughes também exigia que suas refeições fossem uniformes, inclusive nos tamanhos dos cortes das carnes. Se ele identificasse alguma diferença nesse sentido, mandava devolver toda a refeição.

03. Hitler e seu vegetarianismo flatulento

Muito se fala sobre o fato de Adolf Hitler ser vegetariano. A verdade, segundo Listverse, é que nem sempre ele foi, mas começou a adotar um posicionamento contra a carne quando sua sobrinha, e possível affair, Geli Raubal se suicidou em 1931. Depois do acontecido, ele passou a recusar o presunto no café da manhã alegando que tinha a sensação de estar comendo um cadáver.

Outro motivo que levou Hitler a ser vegetariano foi o fato de ele acreditar que o consumo de carne lhe causava flatulências. Logo passou a comer diversos tipos de vegetais, e, após uma refeição com grande quantidade desse tipo de alimento, ocorreu justamente o contrário do efeito pretendido. No diário deixado pelo médico do líder do nazismo, há a descrição do que ocorreu com Hitler: uma “constipação e flatulência colossal”, de maneira nunca antes vista pelo doutor.

O que agravou a situação toda foram as drogas e suplementos que o ditador tomava em doses pesadas administradas em tratamento por seu médico. Nos coquetéis consumidos por Hitler, estavam incluídos extratos de fígado, vitaminas, laxantes e sedativos, entre outros.

02. O vício em leite de Mussolini

Benito Mussolini acreditava que o ato de comer tinha que receber dedicação exclusiva. Para ele, cada pessoa deveria fazer suas refeições de maneira singular porque na presença de outros era possível que se fizesse de maneira errada. Por isso, o ditador italiano se recusava a comer qualquer coisa em banquetes.

Além do hábito incomum de comer sozinho, o ditador italiano sofreu com diversos problemas digestivos oriundos de uma alimentação desregrada, tendo inclusive dificuldades para dormir. Um dos principais motivos para que a situação se agravasse foi o diagnóstico de uma úlcera, em 1925, que fez os médicos lhe receitarem uma dieta que incluía o consumo de frutas e 3 litros de leite por dia. A medida não surtiu um grande efeito, pois, quatro anos depois da primeira, Mussolini voltou a sofrer com outra úlcera.

A situação do líder do Partido Fascista Italiano só foi melhorar quando ele procurou o Dr. Zachariae, após ter que se refugiar na República de Salò. Cortando o leite, injetando vitaminas e hormônios e receitando uma nova dieta com vegetais leves, peixe e frango, o médico recuperou a saúde de Mussolini, o deixando sem dores estomacais e com boas noites de sono.

01. Kim Jong Il e sua gastronomia

Não eram os hábitos de alimentação de Kim Jong Il, ditador norte-coreano, que eram excêntricos, mas sim o seu cardápio. Enquanto grande parte da população de seu país passava fome, Kim gastava enormes quantias de dinheiro para realizar seus luxuosos banquetes. Os segredos de sua culinária foram revelados graças ao seu cozinheiro Kenji Fujimoto, que conseguiu se livrar da ditadura da Coreia do Norte ao fugir dos seguranças que o acompanhavam em uma compra de peixe para sushi em Tóquio.

Além do prato típico oriental, Kim Jong Il gostava de diversas preparações de outros locais do mundo. Para conseguir as comidas que mais lhe apeteciam, o ditador enviava Fujimoto a excursões para o exterior a fim de adquirir os itens culinários típicos de cada país. O cozinheiro chegou a ir para a Dinamarca em busca de carne de porco; para o Irã e o Uzbequistão comprar caviar; Tailândia para conseguir mamão papaia e manga; e até Pequim, para pegar sanduíches do McDonald’s.

O ditador também gostava muito de conhaque. Por isso, enviava Fujimoto para a França para comprar a bebida. Kim possuía uma adega com mais de 10 mil garrafas de vinho e uma biblioteca com milhares de livros de receitas.

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