A vida de Albert Einstein foi recheada não só de fatos curiosos sobre a sua genialidade, mas também de histórias esquecidas ou mal contadas ao longo do tempo. Ainda hoje, muitas coisas são misteriosas e outras vão sendo descobertas acerca do cientista que, sem dúvida, está entre os maiores da humanidade.

Aqui no Mega Curioso, nós já apresentamos 10 coisas que talvez você não saiba sobre Einstein e diversas outras matérias, como uma análise do que seria do mundo caso ele nunca tivesse existido e o esclarecimento do boato de que ele teria reprovado em matemática na escola.

Agora, com base em uma lista publicada pelo site Listverse, trazemos mais sete fatos interessantes da história de Albert Einstein e que provavelmente você não conhecia. Confira:

7. Disputa de autoria sobre a Teoria da Relatividade Geral

Esse ponto não é muito conhecido do público em geral, mas a verdade é que a descoberta da Teoria da Relatividade por Einstein foi contestada. O cientista, também alemão, David Hilbert e seus seguidores fizeram uma séria acusação de plágio contra Einstein, alegando que Hilbert seria o verdadeiro autor.

O cientista alemão David Hilbert, que reivindicou a autoria sobre a Teoria da Relatividade Geral

Einstein sempre negou as acusações e dizia que Hilbert era quem tinha copiado ideias suas anteriores sem lhe dar o devido crédito. Historiadores, analisando as publicações, derrubaram o que se acreditou no início, de que os dois haviam trabalhado ne teoria de forma independente e que David Hilbert havia publicado o artigo com as equações corretas cinco dias antes do outro cientista. A versão de Einstein, então, foi confirmada como verdadeira.

Uma das coisas que permitiram a constatação foi um erro nos passos das provas originalmente apresentadas por Hilbert, e isso as deixava incorretas. Quando a pesquisa foi publicada, meses depois, ela já havia sido corrigida e estava em conformidade com os primeiros documentos de Einstein, que haviam sido apresentados havia um bom tempo.

6. A brecha que poderia tornar os Estados Unidos uma ditadura

Durante a Segunda Guerra Mundial, Kurt Godel, amigo de Einstein, foi um dos cientistas que voou para os Estados Unidos para se livrar da ocupação nazista. Diferentemente do autor da Teoria da Relatividade, Godel teve um pouco de dificuldade para conseguir a cidadania americana. Então, quando finalmente foi convidado para uma entrevista, começou a se preparar bem, estudando diversos pontos a fundo.

O encontro, coincidentemente, foi conduzido pelo juiz Phillip Forman, que também era amigo de Einstein e este, inclusive, participou da reunião. Ele foi um dos dois convidados necessários para atestar o comportamento de Godel.

Durante a entrevista, porém, houve uma situação interessante e não totalmente esclarecida. Godel, que estava bem ciente das questões, discordou quando o juiz disse que o Estados Unidos não eram e jamais seriam uma ditadura. Ele alegou que, por uma brecha na Constituição, os EUA, sim, poderiam se tornar um estado ditatorial. Antes que começasse a explicar qual era a sua visão, Eisntein o impediu, dizendo que se ele terminasse de falar, sua cidadania poderia estar comprometida para sempre. Forman prosseguiu com o encontro e Godel se tornou cidadão americano.

Ninguém sabe qual era essa brecha que Einstein e Godel encontraram que permitiria a mudança dos EUA de estado democrático para ditadura. Acredita-se que eles faziam referência ao artigo 5, que permite alterações na Constituição, o que pode ocasionar grandes mudanças e até o fim dessa composição. Essa história só ficou conhecida por meio do diário de Oskar Morgenstern, o outro convidado presente à reunião, mas sem maiores esclarecimentos sobre a verdadeira explicação.

5. Einstein: um espião soviético? O FBI acreditava que sim

Antes de Albert Einstein chegar aos Estados Unidos em 1933, a Corporação da Mulher Patriota se manifestou contra a sua entrada no país. O órgão enviou uma carta de 16 páginas de argumentação, na qual mencionava que até Joseph Stalin possuía menos contatos com grupos comunistas do que Einstein. Isso fez com que o interrogatório com o cientista para retirada do visto fosse bem extensivo, com o intuito de levantar as suas posições políticas.

Einstein ficou irritado e disse que não toleraria ser tratado como suspeito, já que o povo americano havia implorado a sua ida ao país. Ele foi recebido e se tornou cidadão americano, mas isso não impediu que o FBI o investigasse por mais de 22 anos, até a sua morte, para tentar achar evidências de envolvimento com grupos suspeitos ou atividade ilegal. Foram grampos telefônicos, interceptação de sua correspondência e inclusive reviramento do lixo de Einstein em busca de provas. Até uma reunião com o serviço de imigração foi realizada com o intuito de encontrar motivos para deportá-lo.

Eles realmente acreditavam que o cientista era contra um oposicionista radical ou comunista em função de sua visão política e ligação com grupos de direitos humanos ou antiguerra. E Einstein sabia que estava sendo vigiado, pois, em uma de suas ligações com um embaixador polonês, chegou a mencionar que a conversa estava sendo gravada secretamente. Mesmo assim, sabendo da perseguição, ele decidiu se manter no país.

4. O arrependimento de sua participação no desenvolvimento da bomba atômica

A única ligação de Einstein com as bombas atômicas foi uma carta endereçada ao Presidente Franklin Roosevelt alertando para que o item fosse confeccionado. A motivação para esse aviso surgiu após saber que os cientistas alemães tinham conseguido dividir o átomo de urânio. Junto com o físico Leo Szilard, ele assinou a mensagem temendo que os alemães produzissem a bomba antes.

As explosões das bombas atômicas sobre o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial

Quando soube dos ataques com as bombas atômicas ao Japão, Einstein se arrependeu. Ele sabia do poder destrutivo que um artefato como esse poderia ter e afirmou que nunca teria escrito a carta se soubesse que os alemães jamais confeccionariam o artefato.

Mesmo tendo avisado o presidente, Einstein nunca participou do Projeto Manhattan, programa de Governo que criou as bombas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo que quisesse, a autorização de segurança necessária foi negada e até os cientistas envolvidos no projeto foram proibidos de ter contato com ele.

3. O filho Eduard Einstein

Albert Einstein não se surpreendeu quando o segundo filho de seu casamento com Mileva Maric foi diagnosticado com esquizofrenia aos 20 anos de idade. A irmã de Mileva possuía a mesma doença e Eduard (também conhecido pelo apelido de “Tete”) frequentemente exibia traços comportamentais que indicavam a condição.

Mileva, que já estava separada de Einstein, cuidou de Tete no começo, mas depois precisou interná-lo em um hospital psiquiátrico, um ano antes de o físico ir para os EUA. O casal já havia se separado havia mais de uma década, e, quando ainda estava na Europa, o pai visitava os filhos regularmente. Já no outro continente, o cientista apenas enviava cartas a eles, e, mesmo que com rara frequência, muitas eram bastante animadoras.

O filho Eduard e Albert Einstein quando ainda morava na Europa

Einstein planejou visitar Tete e o avisou por uma carta enviada logo antes de a Segunda Guerra estourar, mas, com o conflito, a situação ficou mais difícil de acontecer e ele nunca mais viu o filho. Eduard faleceu em 1965, aos 54 anos. Antes, porém, chegou a viver nove anos no hospital após o falecimento da mãe e mais oito com uma família adotiva.

2. Einstein e suas mulheres

Por mais que não se aborde tanto o assunto, a verdade é que Einstein amava as mulheres e chegou a admitir que não conseguia ficar com apenas uma. Ele foi sincero com a sua segunda esposa, Elsa, contando sobre os casos extraconjugais que possuía. Essa relação, inclusive, foi chamada de “casamento de conveniência” pelo curador da Mostra Mundial de Albert Einstein, Hanoch Gutfreund, em entrevista à NBC News.

Constatou-se que Einstein teve pelo menos seis namoradas na época em que estava casado com Elsa. Frequentemente ele escrevia cartas à esposa contando sobre os casos que mantinha e as mulheres que o perseguiam, mas cuja atenção ele não desejava. Essas informações foram levantadas após a descoberta de mais de 3,5 mil páginas de cartas do cientista, reveladas em 2006. Nesse material também foi possível perceber que Einstein não era um mau marido e muito menos um pai ruim, como se chegou a acreditar anteriormente.

Einstein e a segunda esposa Elsa, com quem teve uma relação aberta

O conteúdo das correspondências deixa claro: quando Einstein não estava fazendo os cálculos da Teoria da Relatividade, fumando o seu cachimbo, escrevendo uma carta ou pensando em algum projeto, ele estava aproveitando o tempo com as mulheres.

1. O grande erro

Em 1917, Einstein cometeu aquele que ele mesmo chamou de seu “grande erro”. Ele adicionou a constante cosmológica aos seus cálculos da Relatividade Geral, representando-a pela letra grega lambda (Λ). Essa unidade estaria relacionada a uma força que neutraliza a ação da gravidade. Ele adotou essa medida porque, naquele momento, muitos cientistas acreditavam que o Universo estava parado.

Mais tarde, o cientista descobriu que seus cálculos estavam corretos e que o Universo estava, sim, se expandindo. Apenas em 2010, alguns pesquisadores levantaram a possibilidade de a lambda estar correta nas equações. Ela seria a representação da chamada “energia escura”, a força hipotética que age de forma contrária à gravidade e acelera toda a expansão do Universo.

*Publicado em 4/11/2015