Não é nenhum segredo que as coisas que nós manipulamos com frequência não são as mais limpas do universo — como é o caso de controles remotos, maçanetas, dinheiro, teclados e, obviamente, aparelhos celulares. Aliás, falando neles, você tem noção do sujo que é o seu smartphone? Não? Então, se prepare, pois você provavelmente vai ficar com nojinho dele...

Sujinho

De acordo com Alexis Kleinman, do site Mic, estudos revelaram que os nossos celulares contam com 10 vezes mais germes do que os vasos sanitários, e entre os microrganismos mais comuns que foram identificados estão, evidentemente, bactérias que normalmente são encontradas nos nossos rostos e mãos.

Mais sujos que vasos sanitários

Entretanto, segundo Alexis, os testes também apontaram a presença de organismos que podem causar problemas de saúde, como é o caso do Staphylococcus aureus resistente à meticilina — uma bactéria que se tornou resistente a diversos tipos de antibióticos e que geralmente está associada a infecções hospitalares — e do Escherichia coli, que normalmente é encontrada no trato intestinal e cuja principal forma de transmissão é a fecal-oral.

E você sabe o que “transmissão fecal-oral” significa, certo? Que a E. coli é transmitida por meio das fezes. Mas não é só isso: como estamos falando de celulares contaminados, o fato de essa bactéria ter sido detectada nos aparelhos significa que os cientistas encontraram partículas de cocô nos smartphones — e não necessariamente expelidas exclusivamente pelos nossos intestinos.

E nós os levamos ao rosto com frequência

Já começou a ficar com nojinho? Pois, além de tocarmos a tela dos celulares o tempo todo, não se esqueça de que nós também encostamos os aparelhos no rosto e os aproximamos das nossas bocas quando fazemos uma ligação. Eca, né?

Aliás, se você — assim como muita, muita gente — é do tipo que adora passar o tempo fuçando no seu smartphone enquanto faz o “número 2”, aí a probabilidade de que o seu dispositivo sirva de lar para colônias de E. coli é ainda maior, mesmo que você lave as mãos após terminar sua “obra”.

Isso porque, quando damos a descarga pequenas gotículas contendo matéria fecal (sua e de quem quer que use o mesmo banheiro que você) acabam se espalhando por todos os lados, e é por essa razão que é bastante comum encontrar coliformes fecais em escovas de dente e outras superfícies dos sanitários.

Como lidar?

De acordo com Alexis, a primeira coisa que devemos fazer para manter os celulares em um nível aceitável de asseio é algo bem simples (e óbvio): lavar as mãos com frequência, uma vez que são elas os principais agentes de transferência de germes e bactérias para os aparelhos.

Quem nunca?

Além disso, também é indicado limpar os smartphones regularmente — pode ser com lencinhos específicos para higienizar eletrônicos ou diluir um pouquinho de álcool em água e usar um paninho e cotonetes para dar aquela geral no seu dispositivo.

Outra dica — embora ela seja mais difícil de seguir — seria manter os celulares bem longe do banheiro, especialmente quando você for passar mais tempo no troninho. E se você achar que realmente precisa de algo para se distrair enquanto está lá, ocupado, lembre-se da época em que as pessoas se contentavam lendo os rótulos de shampoo e completando palavras-cruzadas.