Um estudo recente, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Washington em St. Louis, constatou que filhos de pessoas com demência desenvolvem os mesmos sintomas mais cedo do que o normal. Dentre os principais fatores, estão o histórico familiar, doenças cardiovasculares, educação alimentar e diabetes. Ao todo, 164 pessoas participaram do projeto.

Em um terço das pessoas que realizaram o teste, a presença da variação genética APOE4 foi o fator determinante para que os sintomas aparecessem em um período menor do que em relação aos seus pais. Conforme Gregory Day, idealizador do estudo, além de ser importante a identificação de quem terá demência, tentar descobrir o momento exato em que a doença vai começar a aparecer também foi essencial para o andamento do estudo.

Day também afirma que a pesquisa foi iniciada para, primeiramente, procurar maneiras de adiar o aparecimento destes sintomas, já que, hoje em dia, não há condições suficientes para modificar os genes de quem sofre com esse distúrbio. Porém, a compreensão de como a demência progride dentro de casa indivíduo e em qual idade é essencial para a criação de novos tratamentos o quanto antes.

(Fonte: Pixabay)
Fonte: Pixabay/Tumisu

O que foi concluído?

Relacionando os dados coletados com informações obtidas através de amigos e outros familiares, foi possível estabelecer um parâmetro de quando a doença começa a se manifestar. Em casos de pessoas que possuíam apenas um dos pais com demência, o período médio é de seis anos e um mês antes, já quando os dois pais apresentavam o distúrbio, o tempo é de 13 anos.

A doença que está mais ligada à demência, sem sombra de dúvidas, é o Alzheimer, cujo número de pessoas portadoras desta síndrome está em cerca de 5,8 milhões. A estimativa é que de 10% até 15% das crianças, filhas de pacientes de Alzheimer, desenvolvam o sintoma. O estudo está disponível em JAMA Network Open e teve o apoio do Instituto Nacional de Envelhecimento e Institutos Nacionais de Saúde.