Além das temperaturas mais elevadas nesse período, os especialistas têm demonstrado uma preocupação especial com a quantidade de raios ultravioletas a que estamos expostos neste verão.

Os raios ultravioletas, também conhecidos como UV, se dividem em dois tipos – UVA e UVB. Esses dois tipos de raios têm um comprimento de onda inferior ao que conseguimos enxergar, o que faz com que sejam uma ameaça invisível. Os raios ultravioletas A têm um comprimento de onda maior do que o dos raios ultravioleta B. Sabe-se há bastante tempo que os raios UVB são nocivos, mas estudos recentes alertam para a importância de se proteger também contra os raios UVA.

Fonte da imagem: Reprodução/Skin Cancer Foundation

Em geral, a exposição inadequada ao sol e, consequentemente, a esses raios, podem causar danos aos olhos e à pele, causar queimaduras, acelerar o envelhecimento e, em último caso, resultar em câncer de pele. Mas afinal, como é que os raios ultravioletas queimam a nossa pele?

Como surgem as queimaduras

De acordo com Antonio Ruiz de Elvira, professor de Física Aplicada da Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha, a nossa pele está organizada para impedir que determinados comprimentos de onda penetrem nela. Porém, pequenos comprimentos de onda conseguem atravessar as fibras da epiderme e alcançar o interior das células.

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Sabe-se que a energia das ondas é capaz de se dividir em uma superfície equivalente ao quadrado do seu comprimento de onda. Sendo assim, uma onda curta acumula sua energia em um espaço minúsculo, que é o que acontecem com os raios UVA e UVB. Essas ondas são capazes de destruir ou alterar a configuração das células, o que pode acabar provocando câncer.

Um dos mecanismos que o corpo desenvolveu para se proteger é a melanina. Esse pigmento que dá cor aos olhos e cabelos funciona como uma espécie de proteção para a pele, impedindo a passagem dos raios ultravioletas.

O efeito da exposição

Assim fica fácil concluir que as queimaduras ocorrem quando uma grande quantidade de raios ultravioletas afeta a pele. Dentro de duas a seis horas, a pele inadequadamente exposta ganha uma coloração avermelhada por causa da queimadura. Esse processo continua a acontecer dentro das próximas 24 a 72 horas. E, além da coloração alterada, a pele queimada também fica mais sensível ao calor (raios infravermelhos).

Quanto maior a exposição à radiação, mais grave é a queimadura. O tempo de exposição necessário para causar uma queimadura varia de pessoa para pessoa. Aqueles que têm a pele muito clara, clara ou morena clara tendem a ser mais sensíveis e se queimar com facilidade. Segundo o site Sun Smart, uma pessoa clara pode conseguir uma queimadura em apenas 11 minutos em um dia de verão. Já as pessoas de pele escura dificilmente se queimam.

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Independente da idade da pessoa e da gravidade do problema, as queimaduras podem causar danos permanentes e irreversíveis à pele. A longo prazo, isso pode resultar em câncer de pele. Por isso, é preciso ter em mente que o acúmulo da sua exposição solar, juntamente com as eventuais queimaduras que podem ocorrer ao longo da vida, são fatores que se somam e aumentam o risco de câncer.

Então, como diria o nosso caro Pedro Bial, nunca deixem de usar filtro solar!