A pobreza, o esgoto a céu aberto, os barracos, um cenário triste de péssimas condições de moradia: tudo isso faz parte da realidade brasileira nas favelas e estamos acostumados a conviver com esse triste cenário. Na África, a situação é ainda bem pior em muitos países do continente, que têm os maiores índices de pobreza do mundo.

Agora, imagine que alguém rico e muito bem de vida decida passar os dias como se morasse em uma favela, assim, por livre e espontânea vontade? Loucura? Não, essa é uma nova forma de se hospedar em um hotel diferente, que fica localizado no próprio continente africano e está causando polêmica.

“Experiência de uma vida”

O Emoya Estate oferece barracos de metal com um visual precário, mas, mesmo assim, ainda bem mais luxuoso do que os espaços lamentáveis em que muita gente vive.  O setor favela do hotel tem capacidade total em todos os “chalés” para até 52 hóspedes. Segundo as informações do site do complexo hoteleiro, ficar na favela falsa é a “experiência de uma vida”.

"Agora você pode experimentar ficar em um barraco dentro de um ambiente seguro de uma reserva de caça privada”, diz a descrição do site. Eles ainda afirmam que o local é ideal para churrascos e festas temáticas. O hóspede também tem a oportunidade de usar um banheiro externo, a famosa “casinha”. Não é um ideal de férias para você?

Mas o lugar, que, supostamente, precisa parecer escasso em conforto, na verdade, tem algumas regalias, como internet wireless e piso aquecido. Além disso, tem água encanada, camas confortáveis e eletricidade, é claro.

Fonte da imagem: Reprodução/Emoya State

Ofensivo

O lançamento desse setor temático do Emoya State tem causado grande polêmica nos veículos e comunicação, deixando uma péssima impressão. Os críticos chamaram a proposta de insensível e ofensiva em relação àqueles que têm de viver em tais condições precárias na realidade, descrevendo o local como “pornografia da pobreza”.

De acordo com o que foi divulgado no International Business Times, a favela para hóspedes foi criada para preencher uma lacuna do mercado, segundo comentou o próprio dono do lugar, Buks Westraad.

"Os visitantes do exterior sugeriam que gostariam de dormir em um barraco de verdade e não apenas vê-los pela janela de um ônibus de turismo, como é feito em Soweto e na Cidade do Cabo", disse ele. O que você achou da ideia? Criativa ou de mau gosto?