Hoje em dia, está cada vez mais fácil arrumar um parceiro, nem que seja para um prazer momentâneo. Aplicativos com o Tinder, o Badoo, o Happn e o Grindr fazem com que a paquera seja quase toda virtual. No passado, os flertes eram mais tête-à-tête, isto é, presencialmente, mas a galera deu um jeitinho de inventar técnicas que deixavam a conquista um pouco diferente.

No ano de 1890, em Eutin, cidade a 290 km de Berlim, na Alemanha, uma moça chamada Minna se apaixonou pelo jovem fabricante de chocolates Wilhelm. Só que o pai dela proibiu o relacionamento, então os pombinhos passaram a trocar cartas através de um buraco dentro de uma árvore.

O Carvalho do Noivado, como hoje é conhecido, atualmente tem cerca de 500 anos de idade e já era imponente na época de Minna e Wilhelm. Quando o pai dela descobriu a troca de cartas, acabou cedendo e permitindo o relacionamento. Ambos resolveram se casar debaixo da árvore que serviu de testemunha para o seu amor.

carvalho do noivadoA árvore casamenteira e o detalhe do buraco para as cartas

Carvalho casamenteiro

Obviamente, a bela história acabou se espalhando por toda a Alemanha. Várias pessoas começaram a deixar cartinhas em busca de um grande amor no mesmo buraco em que Minna e Wilhelm deixavam suas declarações. O sucesso foi tão grande e se espalhou tão rapidamente que, em 1927, o serviço postal do país resolveu atribuir um endereço e uma caixa postal própria para a árvore, que nessa época passou a ser chamada de “Bräutigamseiche” – “Carvalho do Noivado” em alemão. 

A popularidade da árvore casamenteira só cresceu ao longo dos anos. Hoje em dia, são entregues cerca de mil cartas por ano no local. A única regra é: você pode pegar as cartas na árvore, escolher quais você quer responder e devolver as outras para que mais pessoas solteiras tenham a chance de encontrar seu grande amor.

Até mesmo o carteiro que há 20 anos entrega as cartas no local acabou encontrando sua esposa dessa forma: ao aparecer em uma matéria sobre o poder romântico do carvalho, Karl Heinz Martens recebeu uma carta pessoal, endereçada à árvore, de uma mulher de Hamburgo. O relacionamento vingou e eles se casaram. Além deles, acredita-se que ao menos 100 casamentos já se originaram em decorrência desses encontros – sem contar os namoros de pouca ou média duração. Incrível, né?

BräutigamseicheCasamento sob o Carvalho do Noivado