Fazer parte de uma grande família é algo sensacional. Ter vários irmãos normalmente gera inúmeras histórias de brincadeiras, brigas e confusões, mas são formados laços na infância que vão durar a vida inteira. E, claro, em uma grande família as crianças são sempre bem diferentes entre si.

Embora se fale muito sobre como a ordem de nascimento dos filhos de uma família influenciará sua personalidade e seu futuro, o foco das pesquisas costuma estar sobre os filhos mais velhos ou os caçulas.

Mas existem fatos fascinantes sobre eles, os quais ajudam a compreender melhor quem não está em nenhuma das pontas. Listamos 5 exemplos para você conhecer!

1. Menor autoestima, mais perseverança

Para muita gente, ser o filho do meio pode fazer com que a pessoa se sinta menos notada pelos pais, o que pode gerar baixa autoestima. Mas isso não precisa ser essencialmente negativo.

"Ter um senso acurado de autoestima é mais importante do que tê-la de forma exagerada. Surpreendentemente, novos estudos mostram que autoestima elevada não necessariamente está relacionada a melhores notas na escola ou grande sucesso na vida. Ela inclusive pode levar a uma falta de perseverança frente a dificuldades", explica Katrin Schumann, coautora do livro "O Poder Secreto das Crianças do Meio", escrito por ela e pela Dra. Catherine Salmon.

2. Negociadores

Quem é que separa as brigas quando caçulas e mais velhos brigam entre si? E quem precisa mediar as discussões? Essas atividades e outras necessidades que surgem no seu caminho quando você precisa demandar coisas dos outros ajudam a desenvolver habilidades de negociação.

"Filhos do meio estão acostumados a não conseguir as coisas facilmente, então se tornam habilidosos manipuladores. Eles podem ver todos os lados de uma questão, possuem empatia e julgam reações muito bem. Eles são mais dispostos a se comprometerem, conseguem argumentar com sucesso", explica Schumann.

3. Espírito de liderança

É um dado bem conhecido que irmãos mais velhos se transformam em líderes mais bem-sucedidos. Mas as autoras do livro apontam que a presença de irmãos do meio em cargos de topo também é marcante.

Por exemplo, embora análises anteriores apontem para o fato de que a maior parte dos presidentes dos Estados Unidos foi o primeiro a nascer na família, Schumann foi conferir essa informação e descobriu que, na verdade, a maior parte deles foi filho do meio. O que acontece é que os levantamentos anteriores não contavam quando a primeira criança da família era mulher. Absurdo, não?

4. Fidelidade exacerbada

Quer saber outra grande característica de filhos do meio? Eles tendem a ser mais fiéis do que os irmãos em relacionamentos amorosos. Aliás, muito mais fiéis. Segundo uma pesquisa realizada pelas autoras do livro, 80% dos irmãos do meio dizem nunca ter traído o parceiro, enquanto o número para os mais velhos é de 65%, e o dos caçulas é de pouco mais de metade, 53%.

5. Eles podem virar raridade

Pense em seus pais e avós: quantos irmãos cada um deles tem? Desde a década de 70, no entanto, o número de famílias que optaram por no máximo dois filhos começou a aumentar. Nos Estados Unidos, por exemplo, atualmente 48% dos pais e mães preferem ter apenas dois filhos, e somente 12% das mulheres em torno dos 40 possuem quatro filhos ou mais.

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