Cada um possui uma maneira de aliviar as tensões do dia a dia. Alguns assistem a um filme, outros tomam uma cerveja depois do trabalho, mas o método mais eficaz para afastar todo tipo de pensamento tóxico é saindo para uma corrida relaxante.

Se você não corre e acha que é exagero, deveria experimentar para sentir a sensação, sempre tomando cuidado com os locais por onde passa. A jovem Cedella Roman não foi tão cautelosa e acabou enfrentando um problemão por ter entrado onde não devia.

Corrida para a prisão

Cedella vive na França, mas estava visitando sua mãe, que mora no estado da Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá. Certo dia, ela decidiu sair para uma corrida leve na região litorânea de White Rock, conhecida por sua beleza natural. Apesar de saber que estava perto da divisa com os EUA, não se preocupou em observar se tinha cruzado a fronteira ou não.

Todos os dias, pessoas tentam entrar ilegalmente nos EUA, e Roman foi confundida com uma delas. A jovem percebeu que algo estava errado quando foi abordada por uma dupla de policiais americanos de fronteira, pouco tempo após ter entrado no país. Mesmo dizendo que voltaria sem problemas, explicando que não sabia o que estava acontecendo, pois havia cruzado a fronteira de forma acidental, ela foi presa em um centro de custódia, conforme revelou em entrevista à CBC News.

Como estava sem nenhum documento, acreditou que sua transferência para o local aconteceu porque precisaria pagar alguma multa ou receberia uma advertência pelo ocorrido, precisando aguardar alguém que trouxesse sua identificação. Tudo isso aconteceu, mas não da maneira e no tempo que ela acreditava.

Uma corrida que durou 2 semanas

Os policiais solicitaram que ela ficasse totalmente nua, para em seguida ser revistada. A partir desse momento, ela percebeu que seu engano tinha gerado sérias consequências. A prisão aconteceu em 21 de maio de 2018 e, no dia seguinte, ela foi transferida para um centro de detenção que fica a mais de 200 quilômetros da fronteira, em um carro específico para transporte de prisioneiros.

No dia 5 de junho, duas semanas depois, ela foi levada até a fronteira e deportada para o Canadá. Apesar de sua mãe ter providenciado toda a documentação no mesmo dia da prisão, não se sabe o motivo de terem mantido a menina presa por tanto tempo. Em entrevista, também à CBC News, a mãe disse que "ela foi presa de forma injusta, pois não existia nenhuma placa indicando a fronteira. Algo assim pode acontecer com qualquer pessoa".

Mesmo assim, o representante do setor responsável pela proteção de fronteiras dos EUA se pronunciou de forma dura sobre o assunto, dizendo ao Washington Post que “se um indivíduo entrar nos Estados Unidos em um local que não seja um ponto oficial de entrada e sem inspeção de oficial da alfândega, ele entrou ilegalmente no país e será processado de acordo. Uma pessoa que viaja nas proximidades de uma fronteira internacional deve ter a responsabilidade de manter a consciência sobre seu entorno e sua localização em todos os momentos, para garantir que não atravesse ilegalmente a fronteira”.

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