Herodes foi um rei subordinado a Israel entre 37 a.C. e 4 a.C. e o responsável pela construção do Herodium, erguido entre 23 a.C. e 15 a.C., um forte localizado no topo de uma colina no deserto da Judeia, a apenas 12 quilômetros de Jerusalém.

Para a época, a fortaleza era bastante luxuosa e segura: ali dentro havia jardins dignos da realeza, e o lugar todo foi projetado com aquedutos que traziam água através do deserto – algo não tão fácil de se fazer há mais de 2 mil anos, não? O palácio, por sua vez, não deixava a desejar: tinha salões, pátios e diversas casas de banho. E como se não bastasse a fortaleza estar no topo de uma colina, as paredes dela eram duplas e tinham em torno de sete andares de altura, ou seja, aquele muro ninguém pularia com facilidade.

De acordo com o historiador judaico-romano Flávio Josefo, embora a importância de Herodium para Herodes seja evidente – tendo em vista que se trata da única construção feita pelo rei que leva seu nome –, sua posição não tinha grande valor estratégico. Por isso, os pesquisadores acreditam que provavelmente a fortaleza foi construída com o objetivo de ser uma espécie de refúgio de aposentadoria para o rei. 

Da disputa ao esquecimento

Após a morte de Herodes, em 4 a.C., o Herodium se tornou parte do reino de seu filho, Aquelau, pelos 10 anos seguintes. Depois disso, ele passaria diversas vezes das mãos de romanos para rebeldes durante as revoltas até o século II d.C. Na sequência, o local ficou abandonado até o século V, quando foi ocupado por um grupo de monges que permaneceu lá até o século VIII.

A fortaleza só receberia atenção novamente em 1970. Hoje, as ruínas do Herodium estão restauradas e abertas para visitação.

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