Os alpes suíços reservam aos visitantes algumas das paisagens mais exuberantes de todo o mundo, seja para os mais aventureiros, seja para aqueles que querem apenas apreciar a vista pela janela do carro ou do hotel.

Na região de Furka Pass, uma das geleiras mais visitadas é a do Ródano, que é também um dos locais em que mais neva em toda a Suíça, mas que, ainda assim, tem reduzido de tamanho.

É ali que está uma construção que agora faz parte da paisagem, mas que, infelizmente, fechou suas portas recentemente  talvez para sempre. Construído em 1882 pelo empresário Josef Seiler, o Belvédère é um dos poucos lugares no mundo em que você pode dirigir até bem perto da borda de uma geleira e desfrutar do visual.

A uma elevação de 2.429 metros do nível do Mar, o hotel pode abrigar até 900 hóspedes, mas ele não estava conseguindo pagar as contas, já que existe a possibilidade de os turistas subirem até o local para curtir a vista e retornarem no mesmo dia.

Uma grande pena, considerando os atrativos do local. Entre eles, está uma gruta de gelo azul que é aquele lugar perfeito para fazer uma foto genial. Cavada na montanha de gelo em 1894, ela foi criada para substituir uma gruta natural que havia antigamente no topo do glaciar, mas que, literalmente, derreteu.

São quase 100 metros através do gelo. Quando a luz do Sol reflete na água congelada, o filtro azulado e semitransparente gera uma iluminação incrível. É ainda mais mágico se você imaginar que essa água que compõe o local está ali há mais de 300 anos, em diferentes camadas que podem ser vistas quando se observa atentamente.

Nos meses de verão, a gruta quase desaparece, pois seu tamanho  tanto de largura quanto de comprimento  se altera devido ao derretimento de parte do gelo. Mas ela nunca some completamente, sendo cavada novamente todos os anos.

O turismo nos Alpes Suíços

Quem conhece a fama dessa região gelada do mundo sabe que hoje essa parte da Europa é um dos mais importantes destinos turísticos, tanto de visitantes esporádicos quanto de famílias do continente que buscam praticar esportes e têm ali seu destino frequente de descanso.

Mas essa cultura de visitar as geleiras não é tão antiga. Foi um pouco antes da Segunda Guerra Mundial que se enxergou o potencial turístico dessa região, quando, na década de 1880, o número de hotéis no local cresceu quatro vezes em relação às três décadas anteriores, aumentando de 79 para 320, com a quantidade de ofertas de camas subindo de 4 mil para 15 mil, de acordo com o site Amusing Planet. Nesse sentido, o Belvédère foi um dos pioneiros.

Apesar de relativamente recente, o hábito de visitar as geleiras pode estar com os dias contados  e não por falta de interesse do público. Elas estão encolhendo tanto nos últimos anos, graças ao aquecimento global, que muitas podem, em breve, desaparecer.

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