De alguma forma, as mudanças nos meios de comunicação, nas mídias sociais e outras áreas bastante contemporâneas têm provocado certos debates com relação à sua verdadeira função social.

Nesse sentido, alguns questionamentos importantes são válidos, sobretudo em relação a uma possível nova era de situações que parece estar se aproximando cada vez mais. Vale a reflexão e uma discussão aprofundada sobre isso, afinal de contas, estamos vivendo tempos de repressões intensas ou uma nova reconfiguração do mundo?

1. Uma bolha social ou proteção contra trolls?

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Recentemente, o Twitter anunciou uma nova ferramenta em sua plataforma que permite que em uma discussão, por exemplo, uma pessoa possa impedir que outra lhe responda. Já o Facebook está promovendo uma investigação acerca do compartilhamento de notícias falsas e pretende avisar ao usuário quando isso acontecer. No entanto, algumas entidades temem que algumas dessas informações sejam taxadas como falsas por alguém que não concorde com elas e a denunciem. Dessa forma, até que ponto podemos confiar (ou não confiar) nas informações compartilhadas nessa rede social? Ou até que ponto é saudável uma discussão unilateral?

2. Censura, protestos e liberdade de expressão

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Já vimos diversos episódios em que diferentes grupos resolveram boicotar e impedir a vinda de palestrantes a eventos públicos. Seja por conta de ideias polêmicas ou por puro achismo, de alguma forma, isso pode ferir a liberdade de expressão. Infelizmente, algumas universidades têm promovido essa exclusão, de alguma forma, ao invés de promover debates que tragam discussões relevantes, por exemplo.

3. Agora tudo é pago

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Você pode notar que diversos aplicativos agora só podem ser utilizados em sua totalidade se o usuário pagar por um plano de assinatura, o que aparentemente é mais vantajoso, sem propagandas e com várias funcionalidades. Infelizmente, as redes sociais também têm ficado assim. Na maioria delas, para que seu conteúdo seja visto é necessário que você o impulsione por meio de um patrocínio.

Além disso, algumas pesquisas do Google estão sendo prejudicadas com isso. As páginas que tentam atingir as pessoas nas buscas de forma orgânica têm ficado cada vez mais esquecidas, já que quem paga mais pode estar na frente. Algumas pesquisas, de sites insatisfeitos principalmente, relatam que o seu tráfego de pesquisa foi reduzido em favor daqueles que conseguem financiar a plataforma.

4. Um novo colapso mundial

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

A pandemia do coronavírus tem trazido diversas consequência para a nossa sociedade em diversos campos, sobretudo sanitários, econômicos e sociais — e em alguns casos até mesmo políticos. Contudo, aos poucos deveremos repensar muito acerca dos nossos comportamentos e deste nosso atual modelo de sociedade, no qual estamos bastante acostumados. No entanto, apesar de certos benefícios, que incluem a queda de poluição em diferentes lugares, algumas questões têm preocupado cada vez mais as pessoas sobre o futuro.

A incerteza de como tudo irá se reconfigurar ainda é algo um pouco assustador. Podemos ver alguns países se recuperando, aos poucos, de medidas restritivas e tentando, de alguma forma, retornar à normalidade. É o caso da Europa, mas as autoridades já alertam para uma possível nova onda do vírus e diferentes estudos acreditam que coisas tenebrosas ainda podem ocorrer.

5. Um mundo diferente

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Alguns sites especulam que as fontes de informações formais e históricas podem desaparecer algum dia. Isso tudo é pensado levando em conta o atual cenário que o mundo vive. Apesar do dinheiro em papel já não ser mais tão utilizado quanto alguns anos atrás, com a pandemia do coronavírus, as recomendações para que ele fosse cada vez menos usado foram enfatizadas. Pode ser que, junto dele, as bibliotecas com seus livros, que transitam por diversos lugares e outras instituições do tipo, possam ser completamente substituídas por novas versões. Isso não é algo a se pensar?